“Uma comunidade ativa que tece saberes e afetos” também é verde...
Segunda-feira, 29.02.16

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Do dia 13 para 14 de Fevereiro de 2016 foram afetadas vários regiões do país como consequência da abundante pluviosidade. Os habitantes portugueses foram alertados por parte da Proteção Civil, após a sua comunicação com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a ocorrência de intensa precipitação e agitação marítima na costa ocidental, durante o dia de sexta-feira e sábado, e ventos fortes com a possibilidade de atingir os 70 quilómetros por hora ao longo da madrugada de domingo. Alertou-se ainda para zonas de declive acentuado um possível deslizamento por motivos de saturação do solo. Dá-se maior destaque, pelo agravamento da subida dos caudais dos rios, as cidades de Braga, Porto, Coimbra e Viana do Castelo. Foi necessário recorrer á interdição de auto-estradas, uma vez que se encontravam submersas dificultando a circulação nestas e aumentando o grau de ocorrência de acidentes. O mesmo se sucedeu nos parques naturais que sofreram um aumento do escoamento superficial e da carga sólida transportada (destruição do coberto vegetal). A Câmara de Vila Nova de Gaia acautelou para a possibilidade da subida das águas do Douro inundando as zonas historicamente vulneráveis como as bacias dos rios Minho, Ave e Mondego. Tendo em conta os danos causados por estes acontecimentos o Ministério do Ambiente pretende investir 20 milhões de euros em equipamentos para regular os caudais, simular a sua evolução a fim de moderar as cheias e as suas eventuais consequências

Bibliografia http://www.jornaldoave.pt/index.php/edicao-papel/436-edicao-42 http://www.jn.pt/pesquisa/default.aspx?Pesquisa=cheias http://www.nationalgeographic.pt/index.php/artigos-arquivados/arquivo/92-176/561-contra-a-mar%C3%A9 http://www.dn.pt/sociedade/interior/protecao-civil-alerta-para-possibilidade-de-cheias-e-inundacoes-rapidas-5024888.html https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/34268/1/1263.pdf

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1024222620975363&set=pb.100001629050747.-2207520000.1456742980.&type=3&theater

Jéssica Santos 12 A AEDAH

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Domingo, 28.02.16

Figos & vespas.jpg

Figos e vespas, juntos na sobrevivência Fruto e inseto dependem um do outro há 100 milhões de anos Lembra-se daquele último figo delicioso que saboreou? Pois bem, debaixo da doçura desse e muitos outros figos há um ciclo de vida algo temível para quem aprecia estes frutos. Uma pista? Envolve vespas. Muitas vespas! Este conhecido fruto, que na verdade é um pseudofruto (não se forma a partir do ovário, mas de diferentes partes de uma ou mais flores), é bastante consumido, no entanto, o que muita gente não sabe, é que para ficarem com aquela cor tão viva e sabor inigualável passam por um processo de polinização com vespas. Sendo que estas acabam por ficar dentro do pseudofruto. Sim! Existem vespas mortas que ficam dentro dos figos durante a polinização! Figos comestíveis têm pelo menos uma vespa morta dentro deles. Porém, não é possível ver o corpo do inseto inteiro dentro do fruto porque, quando ele morre, uma enzima especial transforma a carcaça em proteína. Por outras palavras, o figo “come” a vespa e transforma-a numa parte de si. Inclusive, alguns agricultores compram sacos do inseto para controlar a quantidade de insetos que cada planta “come”. A relação figo-vespa apenas existe porque ambos não são bons reprodutores. Como já foi referido antes, o figo é um pseudofruto formado por inflorescência, ou seja, é uma flor invertida. Por esta mesma razão, os insetos polinizadores não conseguem alcançar o pólen. Sem os polinizadores seria impossível a polinização e, como tal, a figueira estaria incapacitada de dar frutos ou sementes. No entanto, e felizmente, existem as vespas. Sem este processo de polinização, tanto as figueiras como as vespas, não se poderiam reproduzir. Mas afinal o que é isso de polinização? De um modo geral, a polinização das flores é consequência da busca de alimento pelos animais. Neste caso, a relação figo-vespa é algo mais complexa. Sendo que, o figo é o único substrato em que as vespas põe os seus ovos. Uma vez dentro do figo, os descendentes da vespa “fundadora” colocam o ferrão debaixo do estilete para depositar o ovo. Enquanto isto, a “fundadora” espalha o pólen que trouxe do figo onde nasceu, fecundando as flores femininas e garantindo a produção de frutos e sementes e, consequentemente, a sobrevivência das figueiras. Tendo terminado a polinização, o figo começa a amadurecer e a mudar de cor. Uma vez alcançada a maturidade, as vespas fêmeas deixam o fruto do figo no qual elas se criaram, e saem à procura de figueiras para polinizar. Devido à sua curta expetativa de vida e a longa jornada para encontrar uma árvore, apenas algumas vespas conseguem polinizar uma figueira. As fêmeas reconhecem uma figueira pronta para a polinização pelo sinal químico que as árvores libertam. Para alcançar a flor, a vespa precisa de entrar pelo poro do fruto e alcançar a sua cavidade. Estas vespas são chamadas de “vespas do figo” por serem as únicas capazes de polinizarem o fruto. São da família dos agaonídeos. Para terminar, não se deixe afetar caso tenha feito esta pequena descoberta. Apesar de puder considerar esta relação de simbiose algo repugnante e talvez soturna, lembre-se que ela é necessária para a sobrevivência de ambas as espécies e para que este ciclo da cadeia alimentar não termine.

Susana Silva 12ºA AEDAH Bibliografia http://cmq.esalq.usp.br/wiki/lib/exe/fetch.php?media=biometria:r-tutor:figueiredo_al1995.pdf [consultado em 23-02-2016] http://observador.pt/2015/04/09/segredo-os-figos-escondem/ [consultado em 23-02-2016] http://www.ehow.com.br/polinizacao-figueiras-sobre_22879/ [consultado em 23-02-2016]

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Sábado, 27.02.16

A limpeza do rio Ave na zona de Vila das Aves, mais concretamente no troço que vou abordar (entre o Amieiro Galego e a Ponte da Pinguela) é algo que não compete à Junta de Freguesia, pois segundo me informei o rio Ave neste local é explorado por empresas e daí não se poder mexer. Contudo neste último Verão, a limpeza que ocorreu foi feita pelo Senhor Abreu, empresário responsável pela exploração da barragem/mini-hídrica que aparece nas fotografias subsequentes. As areias que ao longo do tempo vinham a ser depositadas junto da barragem vieram a formar uma camada que estava a um metro da superfície, algo que prejudicava em grande escala o funcionamento da barragem e consequentemente, provocando prejuízo a quem a explora. Esta acumulação de areias também contribuía para as grandes cheias que havia durante o inverno, nomeadamente as de 2013. Tendo em conta a pluviosidade registada nesse ano (2013) com a do ano atual (2016), verificou-se que apesar da deste ano ( dia 13 de fevereiro de 2016), ter sido muito mais intensa, do que a do dia 19 de janeiro de 2013, as consequências das mesmas foram bastante menores, sobretudo nos danos causados nas margens! Isto só vem realçar que os riscos de cheias podem ser minimizados, se forem tomadas as devidas precauções. Claro que se trata do estudo de um troço pequeno, de um rio que por si também não é muito grande! Mas por vezes devemos pegar em pequenos casos de sucesso e extrapolá-los, para podermos evitar catástrofes de maiores dimensões. Há medidas que permitem reduzir o risco de cheia e prevenir os seus efeitos, tais como: manter limpos e desobstruídos os leitos dos leitos dos rios e fazer o desassoreamento;reflorestar áreas onde há maior risco de arrastamento de sedimentos;fazer uma boa gestão das bacias hidrográficas;implementar sistemas de vigilância, que permitam avisar atempadamente as populações de forma a diminuir os riscos de inundações;construir barragens para regularizar os caudais dos rios;

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Figura 1 (imagem aérea do Google Maps do troço em estudo)

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Amieiro Galego em pleno Verão, zona mini-hídrica, antes da limpeza. (Figura 2)

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~ Foto retirada do mesmo local que a figura 2, mas após limpeza. (figura 3)

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Rio Ave, Parque Amieiro Galego na Primavera zona mini-hídrica, durante a Primavera . (figura 4)

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Nas cheias de Fevereiro de 2016 zona mini-hídrica (figura 5)

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O mesmo local da figura 5, mas desta feita no Verão. (figura 6)

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Cheias de 2016 (figura 7)

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Cheias de 2013 (Figura 8)

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Cheias de 2016 (figura 9)

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O mesmo local da figura 9 antes da colocação do parque de merendas e durante o verão. (figura 10)

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O local mostrado na figura 10, mas nas cheias de 2016 (figura 11)

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Parque de Merendas do Amieiro Galego no Outono. (figura 12)

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O parque da figura 12, fotografado em Fevereiro de 2013. (figura 13)

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Ponte Da Pinguela no Verão. (figura 14) A Ponte da Pinguela de Romão, construída sobre o rio Ave, ligava as freguesias de Bairro (Vila Nova de Famalicão) e Aves (Santo Tirso). A sua orientação era grosso modo poente-nascente. A memória da sua construção perde-se no tempo, vindo referenciada em documentos do século XVIII, como tendo sido inicialmente de madeira, aliás, como o próprio nome "Pinguela" o indica. Apresentava três vãos que iam diminuindo de nascente para poente. O vão maior, a nascente, correspondia à vazão do rio em época estival. Entre o primeiro e o segundo vãos e entre este e o terceiro existem, do lado de montante, dois talha-mares constituídos por prismas triangulares, assentes em rocha viva. O tabuleiro era em betão armado. Foi destruída e substituída, em 1995, por uma nova ponte, em betão armado, da responsabilidade da Junta Autónoma de Estradas.

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Ponte da Pinguela, a mesma da foto da figura 14, mas após a limpeza do rio. Apesar da água próxima do tabuleiro, não foi necessário fechar a passagem da ponte (figura 15)

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Outra perspetiva da foto anterior. Figura16

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Agradecimentos Para a realiação deste trabalho, contei com a preciosa colaboração de dois ilustres avenses que me autorizaram a usar as fotos por eles tiradas durante as cheias de 2013 e de 2016, pelo facto quero aqui deixar-lhes o meu agradecimento. Rafael Almeida, Fevereiro de 2013 Bibliografia https://i.ytimg.com/vi/m41ZBcoavLg/maxresdefault.jpg https://i.ytimg.com/vi/m41ZBcoavLg/maxresdefault.jpg https://avesitar.files.wordpress.com/2013/11/jhbs.jpg https://www.google.pt/maps/@41.3733427,-8.4145299,252m/data=!3m1!1e3?hl=pt-PT http://www.jf-viladasaves.pt/ http://famalicaoid.inwebonline.net/ficha.aspx?t=i&id=2240

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Sexta-feira, 26.02.16

“ O vinho não tem geologia, mas não existe vinho se não houver rochas, porque sem rochas não há solo, portanto sem rochas não há vinho.” Galopim de Carvalho O património geológico compreende as ocorrências naturais de elementos da geodiversidade – geossítios - que por se tratarem de locais com minerais, rochas, fósseis, solo ou geoformas próprios nos permitem conhecer a história geomorfológica e geológica do nosso planeta. Por outro lado, os geossítios têm também valor turístico e social, dadas as vantagens que advêm do seu estudo e conhecimento, neste caso em particular na produção vinícola. Com o auxílio das novas tecnologias é agora possível avaliar mais detalhadamente as condições e características do solo, e, deste modo, rentabilizar a gestão da vinha. É sabida a influência do clima no potencial vitícola das regiões em aspetos como a insolação, a temperatura, a precipitação, entre outros. No entanto, ainda não é unânime a preponderância do solo na qualidade do vinho. Sinteticamente, entende-se por solo o resultado da interação do clima e dos seres vivos, em determinado tipo de rocha e espaço de tempo, e nesta perspetiva, fica implícita a interferência indireta do solo. É possível dizer que em geral o solo atua como regulador do clima através de propriedades como a granulometria e a capacidade de retenção de água; porosidade e espessura associado à capacidade de evaporação/extração de água, por exemplo. Apesar de se poder considerar um conjunto ideal de propriedades do solo quando relacionadas com um determinado clima, não é possível generalizar e considerar um tipo de solo o adequado à produção de vinho, ainda assim, a capacidade do solo para drenar teria que ser aplicável a todos os climas. As principais propriedades físicas do solo é que regulam o volume deste que pode ser explorado pelas raízes, sendo que está relacionado com a estrutura desse mesmo solo, afetando direta ou indiretamente aspetos físicos, químicos ou biológicos. Destes, destacam-se entre outros, a água disponível e a aeração, determinantes na sustentabilidade dos solos para vitivinicultura e no desenvolvimento da videira. Mas quais são, afinal, as consequências práticas do solo no vinho? O solo pode atribuir ao vinho uma característica particular: mineralidade, que não é um sabor nem um aroma, mas uma sensação mais próxima da frescura ou acidez, apesar de não ser facilmente identificável. Esta é uma característica típica dos solos de calcário, xisto e granito, e deles podem sair uvas com carácter mineral conferindo ao vinho um cariz peculiar. É de assinalar que vinhos industriais estão, certamente menos propensos a ter esta mineralidade no seu leque de qualidades. A vitivinicultura em Portugal Apesar de Portugal ser um país geograficamente pequeno, subsiste uma grande variedade litológica e climática, culminando em regiões vinícolas de características distintas: o vinho verde do Minho, do Dão, Portalegre (entre outros) assentes em granito; os vinhos da Bairrada e o Moscatel de Setúbal plantados em terrenos de areia; o vinho de Carcavelos e Estremoz implantados em calcário; o vinho da Madeira e do Pico (Açores) com raízes em basalto; e o típico vinho do Porto cuja raiz está plantada no xisto. Dada a concorrência e competitividade crescente neste mercado, surge a necessidade de aliar à qualidade do vinho um carácter distintivo e original e assim sendo, é do interesse dos vitivinicultores conhecer a terra que cultivam, para que a possam potenciar apesar de hoje em dia valer mais o laboratório que a natureza, já que o enólogo transforma e dá ao vinho a cor e o sabor que ele quiser. Referências bibliográficas https://issuu.com/associacaoportuguesageologos/docs/apg_ageologianarota_2014_programare https://www.google.pt/search?q=vinho+e+geologia&biw=1280&bih=699&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjM4vDa54vLAhXJbRQKHTz_D4MQ_AUIBigB#tbm=isch&q=vinho&imgrc=_ http://www.sabado.pt/gps/artes_plasticas/detalhe/galopim_de_carvalho_na_galeria_tintos_e_tintas.html http://www.tintosetantos.com/

publicado por aedah_eco_escolas às 22:18 | link do post | comentar | favorito

Provavelmente, já deves ter reparado que a maioria das pessoas entra em pânico quando se trata de abelhas, mas o que elas não sabem é que a maioria da espécie de abelhas são animais dóceis que não costumam atacar o ser humano, a não ser que se sintam atacadas. As abelhas são pequenas no tamanho, mas têm uma enorme importância para toda a vida na Terra. Sem as abelhas, para além de perdermos o mel e produtos agrícolas, a produção de animais para consumo iria sofrer grandes perdas, já que estes animais são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral também sofreria sem elas, uma vez que a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, todo o ecossistema seria afetado. Já ouviste falar do conceito polinização? Bem, a polinização é o transporte do pólen de uma flor para a outra, e é através destas que as flores são fecundadas, começando o desenvolvimento de frutos e sementes. Pode ser feita pela água, por animais e por vento. O animal mais famoso pela capacidade de polinização e mais eficiente é a abelha, uma vez que esta é mais rápida, consegue voar em ziguezague e, após um tempo com a colónia instalada num certo local, consegue saber qual o melhor horário para recolher o pólen. Gostas de melancia ou maracujá? Se sim, então gostas do que as abelhas fazem. Estes e muitos outros alimentos não existiriam ou seriam muito diferentes sem a polinização feita por estes insetos. Por exemplo, as beringelas seriam menores que maças. Vamos agora falar da parte menos boa numa abelha, já que ao sentir-se ameaçada ou importunada por cheiros fortes ou vibrações sonoras, estas atacam a ameaça, ou seja, o ser humano, inserindo na pele do humano o seu ferrão. Só as abelhas fêmeas é que picam uma vez que os machos não possuem ferrão. Como o ferrão é um prolongamento do abdómen da abelha, estas acabam por morrer. No entanto existem exceções, algumas espécies de abelhas não possuem ferrão (logo protegem-se como podem: umas mordem, outras enrolam-se nos pelos ou entram nos ouvidos, nariz e olhos), outras ainda, não sofrem auto- amputação, ou seja, não perdem logo o ferrão, podendo atacar a mesma vítima mais que uma vez. Apesar disso, a quantidade de veneno injetada costuma ser maior nas espécies que perdem logo o ferrão. Quais serão então os sintomas da picada? Após o ataque da abelha, podes sentir uma intensa dor e uma pequena inflamação na região afetada, a lesão costuma ter entre 1 a 5 cm de diâmetro e desaparece no máximo em dois dias. Tal não acontece quando se é alérgico ao veneno da abelha e pode-se desenvolver reações anafiláticas. Neste caso, os sintomas da reação alérgica podem ser urticárias, inchaço dos lábios e olhos, hipotensão, vómitos, rouquidão, dificuldade respiratória, desorientação e perda da consciência. A anafilaxia (reação alérgica severa) geralmente surge após uma segunda picada de abelha em pessoas alérgicas quando picadas pela primeira vez. Porém, o choque anafilático pode surgir mesmo em quem nunca foi picado antes por abelhas. Se já foste picado por alguma abelha antes e desenvolveste algum destes sintomas que referimos, é importante procurares um médico para investigar a possibilidade de seres alérgico à picada deste inseto. Mas o que fazer quando picado por uma abelha? No caso de abelhas que sofrem auto- amputação, deves retirar o ferrão de imediato, raspando as unhas na pele ou qualquer outro objeto rígido, uma vez que quanto mais tempo o ferrão está na pele mais volume de veneno é injetado. Depois de retirares o ferrão, lava com água e sabão e aplica gelo no local. Se estiveres com dores, podes sempre utilizar um analgésico. Nas pessoas que sofrem reações alérgicas, o tratamento é feito no hospital, normalmente através de injeções intramusculares de adrenalina. Concluindo... Com a leitura deste artigo, já deves ter percebido que as abelhas têm um papel fundamental no ecossistema e a sua extinção traria graves consequências para a vida em geral, por isso, não te assustes quando vires uma abelha, ela só está a contribuir para o nosso bem. "Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem tem apenas quatro anos de vida." Albert Einstein   Bibliografia http://www.ecycle.com.br/component/content/article/63/2587-abelhas-importancia-vida-planeta-por-que-tipos-insetos-consequencias-polinizacao-transporte-polen-flor-fecundacao-sementes-agua-vento-tempo-coleta-flora-colmeia-intensidade-abelha-sem-ferrao-mamangava-irapua-jatai.html http://www.mdsaude.com/2013/10/picada-de-abelha.html http://www.bolsademulher.com/saude-mulher/picada-de-abelha-o-que-fazer-sintomas-e-como-evitar http://i.pbase.com/g4/31/570831/2/52071228._MG_3614.jpg

• Ana Henriques nº1 12ºA • Maria Silva nº12 12ºA

publicado por aedah_eco_escolas às 22:14 | link do post | comentar | favorito

O permafrost e o aquecimento global O permafrost, considerado parte da criosfera pelo facto de ser constituído por gelo, mas também considerado parte da geosfera por conter rochas e solo, caracteriza- se por permanecer congelado por pelo menos dois anos consecutivos. Este costuma localizar-se em zonas de latitude elevada como a zona do ártico, Sibéria, norte do Canadá e Alasca, bem como em muitos países do extremo norte. Representa cerca de 20% da superfície terrestre. Esta camada tem espessura variante, desde apenas 1 metro até mais de 1500 metros. Com a situação atual das mudanças climáticas, que se encontra em direção a um aumento de temperatura, faz com que o permafrost comece a descongelar. Quando a temperatura do ar aumenta, também a temperatura dos solos aumenta. Este degelo, potencía a decomposição por parte da ação microbiana, libertando milhões de toneladas de gases de efeito estufa como o dióxido de carbono e metano para a atmosfera, que por sua vez, sendo um exemplo de feedback positivo, agrava e acelera o aquecimento global, tornando-se assim, um ciclo vicioso, podendo haver um ponto de inflexão em que este ciclo de autorreforço agrave. Este aquecimento global traz malefícios como perturbações no ambiente e nos seres vivos, aumento do nível médio das águas do mar, perturbações para a saúde pública, entre outros inúmeros exemplos que poderíamos citar. Apesar do índice de libertação de gases já estar elevado, os números continuam a crescer. De acordo com estudos, se a situação não se controlar, deveremos perder até ao final do século, entre 30 a 70 % do permafrost que existe actualmente. Quando o permafrost derrete, a terra acima desta camada afunda ou muda de forma, podendo danificar infraestruturas tais como estradas, habitações, esgotos, entre outras. Um aquecimento climático substancial devastaria a maioria das estruturas de engenharia construídas sobre o permafrost. Também há impactos a nível dos ecossistemas como a destruição de florestas e diminuição da biodiversidade em níveis gerais. A única maneira de retardar ou mesmo parar o degelo do permafrost é diminuir ao máximo as nossas emissões de gases com efeitos estufa, vindos principalmente da queima de combustíveis fosseis, visando a estabilizar as temperaturas. É então necessário uma ajuda de todos para benefício de todos. Pedro Carmo e Simão Silva Escola Secundária D. Afonso Henriques

publicado por aedah_eco_escolas às 19:15 | link do post | comentar | favorito
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